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Quarta-feira, 24 / 07 / 2019
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Pesquisadores encontram proteína que pode combater a leishmaniose

Data da notícia: 2019-06-18 11:53:01
Foto: Frank Nery/Divulgação
Coordenadora do Pró-Rondônia, Juliana Zuliani e o pesquisador Leonardo de Azevedo no laboratório da Fiocruz

A pesquisa está sendo realizada por um aluno de doutorado da Universidade Federal de Rondônia (Unir) que faz parte do projeto Pró-Rondônia financiado pelo governo estadual, por meio da Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero).
A coordenadora do projeto é a doutora em imunologia, formada pela Universidade de São Paulo (USP), Juliana Zuliani, que também é pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professora na Unir. A área de atuação está ligada à bioquímica e bioinformática. A doutora comenta que a descoberta de dois compostos extraídos do veneno de serpentes da espécie jararacuçu, muito embora seja uma cobra encontrada no sul do país, e os pesquisadores vem trabalhando com o veneno de duas jararacas, nativas da região Amazônica, em que o veneno é similar ao da jararacuçu. A enzima pode ser a cura para a leishmaniose. “Estamos estudando um composto de proteínas no interior da célula que culmina a liberação de um mediador, que é o causador da inflamação. A descoberta dessa enzima pode quebrar o processo de inflamação da leishmaniose”, explicou. Ela informou que há pesquisas sendo desenvolvidas para o combate à malária utilizando também um composto do veneno de cobras.
Esses são apenas um dos avanços da equipe de pesquisadores que fazem parte do Pró- Rondônia, iniciado há quase três anos. Seis estudantes participam do projeto com bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado, com alunos de graduação, pós graduação e doutores. Para o Pró-Rondônia. Foram investidos R$ 125 mil.
Os estudantes são orientados por doutores que também são professores da Unir e pesquisadores da Fiocruz; Leonardo de Azevedo Calderon com experiência nas áreas de bioquímica e biofísica e Andreimar Martins Soares, que atua nas áreas de saúde pública e biotecnologia.
O foco principal do projeto são pesquisas sobre a bioprospecção da biodiversidade amazônica. De acordo com os pesquisadores, a partir desses estudos de compostos oriundos da biodiversidade da região amazônica, possam surgir novas drogas. Para que isso aconteça, por meio do Pró-Rondônia foi criada a Rede de Biotecnologia de Toxinas e Inibidores (Redebiotex), que integra pesquisadores de diferentes regiões do Brasil e de outros país como a Argentina, Equador, Panamá e Paraguai. “Contamos com pesquisadores de várias áreas diferentes, como a bioquímica, biofísica, imunologia , bioinformática, microbiologia. Praticamente, todas a vertentes para poder ter um estudo integrado para chegar a um produto final”, destacou a coordenadora do programa, Juliana Zuliani.


Fonte: Rejane Júlia - Assessoria


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