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Sexta-feira, 15 / 11 / 2019
VALE DO GUAPORÉ
Cultura do urucum fortalece economia de três municípios

Data da notícia: 2019-11-01 18:59:54
Foto: Assessoria/Divulgação
Ucuruns produzidos nos municípios rondonienses estão entre os melhores do país com produção média de 1,4 kg

O cultivo comercial do urucum no estado de Rondônia foi iniciado há duas décadas e graças aos resultados, a cultura vem sendo introduzida em várias regiões e atraindo agricultores familiares. O estado de Rondônia é o segundo maior produtor do país.

A cultura do urucum vem crescendo satisfatoriamente nos municípios na região vale do Guaporé, no eixo da BR 429. O Distrito de São Domingos, em Costa Marques, desponta na produção é o seguido pelos municípios de Seringueiras e São Miguel do Guaporé.

Em 2016, São Domingos colheu cerca de 800 toneladas. A produção representou R$ 6,5 milhões circulando no distrito. Em 2017, São Miguel que tinha 80 alqueires de área plantada implantou cerca de 340 ha da cultura em pequenas propriedades, ampliando alternativa de renda para agricultores familiares.

Em São Miguel do Guaporé, por exemplo, o jovem casal de agricultores Everton Morais Pereira, 33 anos, e Keyla Silva Pereira, 19 anos, que possui uma pequena propriedade no km 4 da BR-429, cultiva uma lavoura de urucum em uma área de 2,5 hectares, alternado com plantio de maracujá e café. Eles possuem oito vacas leiteiras.

O casal recebe assistência técnica da Emater. Na lavoura de 2,5 hectares com 2.500 pés de urucum, Everton Pereira conseguiu colher 3,6 toneladas. Cada pé de urucuzeiro produz média de 1,4 kg.

A rentabilidade comprovada do urucum permite que o agricultor obtenha bom lucro em reduzir o espaço de terras. Pode-se produzir até 2,5 toneladas por hectare.
Da semente do urucum extrai-se o carotenóide, uma substância chamada bixina, utilizada como colorífico e corante em mais de 500 produtos pelas indústrias alimentícias, farmacêuticas, de cosméticos e perfumarias, tintas e têxteis, e a substância do corante do urucuzeiro não contribui para ações cancerígenas.

Ucuruns produzidos em Rondônia estão entre os melhores do país por possuírem alto teor de bixina – a tinta vermelha que dá a coloração, entre 4% e 5% conforme constatação do Instituto Agronômico (IAC) de Campinas (SP).

A expectativa da Seagri e Emater para a safra de 2019 é de que a produção dobre com o domínio da técnica adquirida pelos plantadores de urucum.

O entusiasta da cultura do urucum em Rondônia é o agricultor familiar Arlan Edson dos Santos, 38 anos, de Cabixi, na região do cone sul. Em 2004, ele decidiu aprimorar conhecimentos sobre o cultivo da planta e instalou na cidade a Verto Agroindustrial, uma agroindústria de processamento de corante natural que hoje se consolida como a segunda maior do segmento no país, perdendo apenas para uma unidade em São Paulo (SP).

A agroindústria de Cabixi produz em média 100 toneladas de urucum por ano em área própria medindo 200 hectares, e adquire a produção de agricultores familiares. Os números são satisfatórios e o índice de produção é crescente.


Fonte: Assessoria


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