Sexta-feira, 21 / 02 / 2020
JORNAL CORREIO POPULAR DE RONDôNIA - Fone: 69-3421-6853 - E-mail: redacao@correiopopular.com.br

RISCO À SAÚDE
Prefeitura de Ji-Paraná alerta sobre proliferação de caramujos

Data da notícia: 2019-12-27 18:02:41
Foto: Assessoria/Divulgação
Moradores devem recolher os animais em sacolas e com as mãos protegidas para evitar a contaminação

Nesta época do ano, é comum a proliferação do caramujo africano. Por isso, a Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), está alertando a população sobre os cuidados com o molusco, que pode transmitir doenças aos seres humanos.

Diariamente, agentes comunitários de saúde e de endemias orientam a população sobre os cuidados. Os próprios moradores devem fazer a coleta dos caramujos e dar a eles destinação correta.

O titular da Semusa, Rafael Papa, orienta que a principal providência é o controle pela coleta manual.
“A melhor opção é a catação com as mãos protegidas com luvas ou sacos plásticos. Esse procedimento pode ser realizado nas primeiras horas da manhã ou à noitinha, horários em que os caramujos estão mais ativos e é possível coletar a maior quantidade de exemplares”, afirmou Papa.

A bióloga e coordenadora da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), Eliana Pereira Dias Cruz, explica que muitas pessoas usam sal como opção para eliminar os moluscos, mas não é recomendado, pois o uso em excesso prejudica o solo e plantio.

“Recomendamos o plano de ação para o controle do caramujo que visa que o morador jogue água fervente em um recipiente para matar os caramujos recolhidos. O procedimento deve ser realizado com segurança. Depois é preciso quebrar as conchas para que elas não acumulem água e se transformem em focos de mosquitos, como o Aedes aegypti, vetor do vírus do dengue, chikungunya e zika vírus. Em seguida, o material pode ser ensacado e descartado em lixo comum”, esclareceu.

O caramujo pode transmitir doenças pelo muco deixado conforme o animal se locomove. A transmissão de doenças que podem causar infecção intestinal acontece por meio do consumo de alimentos contaminados.

“É preciso todo o cuidado ao manusear os moluscos encontrados livres no ambiente que, em hipótese nenhuma, devem ser ingeridos. Além disso, a população deve lavar bem as hortaliças e deixá-las de molho em uma solução de hipoclorito de sódio a 1,5%, com uma colher de sopa de água sanitária diluída em um litro de água filtrada, por cerca de 30 minutos, antes de serem consumidas”, detalhou Eliana.


Fonte: Assessoria


Compartilhe com seus amigos:
 




www.correiopopular.com.br
é uma publicação pertencente à EMPRESA JORNALÍSTICA CP DE RONDÔNIA LTDA
2016 - Todos os direitos reservados
Contatos: redacao@correiopopular.net - comercial@correiopopular.com.br - cpredacao@uol.com.br
Telefone: 69-3421-6853.