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SAÚDE PÚBLICA
Dia de Conscientização Contra a Prática do Aborto é instituído em RO

Data da notícia: 2020-02-03 18:38:53
Foto: Assessoria/Divulgação
Gravidez na adolescência e métodos contraceptivos sempre estão na pauta de informações da Sesau

Procedimentos inseguros de interrupção voluntária da gravidez levam à hospitalização mais de 250 mil mulheres por ano, resultando em aproximadamente 15 mil complicações e cinco mil internações de muita gravidade.

Em dez anos, duas mil mulheres morreram no Brasil em consequência do aborto inseguro. Os dados são do Conselho Federal de Enfermagem (Corem).
A Lei nº 4.672, de 6 de dezembro de 2019, assinada pelo governador Marcos Rocha (PSL) e incluída no Calendário Oficial de Eventos do Estado de Rondônia, instituiu o Dia da Conscientização Contra a Prática do Aborto.

Será no dia 8 de agosto, quando repartições públicas estaduais e municipais, escolas e demais segmentos da sociedade poderão promover, nas cidades rondonienses, palestras, seminários, campanhas, mobilizações e outras atividades.

Uma das problemáticas referentes ao aborto, atualmente uma questão de saúde pública, é que ele ocorre na maioria das vezes, de maneira clandestina e insegura, levando à mulher a sofrer várias implicações biopsicossociais.

As maternidades do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e Mãe Esperança, em Porto Velho, ainda não apresentaram estatísticas exatas de abortos autorizados ou espontâneos. Quarenta por cento dos atendimentos gerais no município (34 mil km²) são feitos pelo Programa de Saúde na Família.

No entanto, outras causas apontam mortes maternas, um dos aspectos mais polêmicos em debate no país. Em novembro de 2019, durante reunião da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com órgãos de saúde pública no auditório da Universidade São Lucas, a Sesau divulgou que, em 90% dos casos investigados no município de Porto Velho, 26 gestantes morreram no parto [cesariano ou natural] em 2017 e 12 em 2018, vítimas de diabetes, hipertensão e infecção urinária. As que morrerem neste ano irão constar na estatística que será fechada em abril de 2020.


Fonte: Secom


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