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PANDEMIA
Jogador rondoniense consegue retornar ao Brasil

Data da notícia: 2020-04-28 18:23:55
Foto: Assessoria/Divulgação
Bruno Arrabal (dir), com a camisa 50 do Burgan SC

Bruno Arrabal, jogador rondoniense que aceitou o desafio de morar no Kuwait, na Ásia, voltou ao Brasil e já está em Rondônia. O meio campista contou quais foram os desafios de passar parte da quarentena do novo coronavírus (Covid-19) longe da família.

“Para mim, a coisa mais difícil foi ficar dias trancado dentro do quarto. Só saía para comprar comida. Tive dificuldade para dormir, o horário não facilitava para falar com a minha família. Por ser um país [tradicionalmente] fechado, eles se fecharam mais nesse período”, explicou o jogador.
Bruno disse que a comunicação com a família em Rondônia ficou prejudicada durante a quarentena e revelou que passou por momentos difíceis enquanto estava trancando no Kuwait.

“Meu último jogo foi dia 22 de fevereiro, depois disso foram três amistosos. Eu devo ter ficado em casa uns 50 dias. Eles viram a situação e se fecharam mesmo. Então imagina você, o tempo todo em casa, sem conseguir se adaptar ao espaço e falar com os familiares. O dia, a noite, as horas passando, fuso, tudo isso não ajudava, era indiferente. Todo dia acordava e queria passar informações para minha mulher mais não havia nada. Quem não veio nessa leva, ficou lá, inclusive conseguirá sair apenas no dia 31 de maio. É uma situação complicada para o profissional do futebol”, contou.

O jogador, que atuou pela última vez vestindo a camisa do Burgan, no dia 22 de fevereiro, encontrou muitas dificuldades para conseguir retornar ao seu país de origem. Para chegar ao Brasil, Bruno teve que encarar um voo de mais de 12 horas e estar munido de máscara, luvas e roupas que cobrissem todo o corpo.

“Foi puxado voltar para o Brasil, teve mais de 12 horas no avião. Em cada fileira de cadeiras, haviam das quatro, duas cadeiras ocupadas, ou seja, dava um espaço bem interessante. Não houve aquele jantar que normalmente tem em um voo desse tipo, apenas uma garrafa de água de dois litros e mais algumas poucas coisas foram dadas no avião. Passamos pela Alemanha antes de chegar ao país. Foi cansativo. Além disso, ainda teve a parte do ônibus até Ouro Preto [do Oeste]. Mas a melhor parte, foi poder chegar e ver a família de perto.


Fonte: Globoesporte


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