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Ji-Paraná(RO), 09/05/2021 - 00:38
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MOSQUITO PREGO
Governo desenvolve ações para conter os casos de malária em RO

Data da notícia: 2021-04-29 10:12:33
Foto: Assessoria/Divulgação
Dos 72 casos da doença registrados em Costa Marques, 50 estavam dentro da Resex Rio Cautário

O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), vem desenvolvendo ações em parceria com municípios que solicitam no sentido de combater os casos de malária. Os trabalhos se concentram na aplicação de fumacê e distribuição de mosqueteiros com inseticidas encaminhados pelo Ministério da Saúde.

A malária é uma doença parasitária infecciosa febril aguda que ocorre principalmente nos países situados nas regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região Amazônica. As pessoas infectadas apresentam sintomas de febre precedida de calafrios, seguida de sudorese (suor), fraqueza e cefaleia (dor de cabeça).

A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir diretamente à outra pessoa. Para que haja a transmissão, é necessária a participação de um vetor, que, no caso, é a fêmea do mosquito Anopheles (mosquito prego), infectada pelo protozoário Plasmodium. Esse tipo de mosquito é mais abundante ao entardecer e ao amanhecer.

COMBATE À MALÁRIA
Segundo o coordenador do Programa Estadual de Malária da Agevisa, Valdir França, o combate à doença é uma responsabilidade de todos e o resultado dessa parceria é uma diminuição no número de casos ao longo dos anos.

Desde a descentralização dos serviços, o artigo quinto da Portaria 1378 de 9 de julho de 2013, prevê que cada município solicite, por meio de ofício a atuação conjunta da Agevisa. “Em 2020, nós realizamos ações nos municípios de Candeias do Jamari, Machadinho, Mirante da Serra, Cujubim, Guajará Mirim e Nova Mamoré. Nesses dois últimos também dentro das Terras Indígenas da região. Já este ano, foram realizadas ações em parceria com as prefeituras de Porto Velho e Costa Marques, especificamente dentro da Reserva Extrativista do Rio Cautário”, explicou o coordenador.

A situação na Resex Rio Cautário, uma unidade de conservação estadual, estava grave. Para se ter uma ideia, de acordo com dados da Agevisa, dos 72 casos de malária registrados em todo o município de Costa Marques, 50 casos foram identificados dentro da Resex, à maioria nas comunidades de Laranjal e Canindé, onde foram realizadas a aplicação de fumacê que só é recomendado quando tem o surto para matar o mosquito infectado.

“A ação completa de combate à malária consiste na realização de diagnóstico por meio de exames com a coleta de lâmina e tratamento das pessoas positivadas, além disso, instalamos mosqueteiros impregnados com inseticida, fizemos a borrifação residual dentro das casas e três aplicações espaciais de termo com bomba costal nos espaços abertos no período da noite em dias alternados, sendo três dias de aplicação com intervalo de cinco a sete dias entre cada aplicação. Dessa forma, eliminamos o vetor que é o mosquito”, complementa o coordenador.


Fonte: Secom


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