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Ji-Paraná(RO), 19/05/2022 - 18:16
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SUSTENTABILIDADE
Ji-Paraná é modelo no tratamento de resíduos sólidos

Data da notícia: 2022-05-13 19:08:22
Foto: Assessoria/Divulgação
Até 11 ecopontos foram instalados pela cidade para entrega voluntária de materiais recicláveis

O município de Ji-Paraná possui cerca 130 mil habitantes, 45,7 mil imóveis, 62 bairros e (para desconhecimento de muitos) uma das melhores políticas de tratamento de resíduos sólidos da região Norte, implantada nos últimos dez anos pela administração pública, iniciativa privada e organização coletiva.

A cada mês, a população urbana de Ji-Paraná produz mais de duas mil toneladas de resíduos sólidos que precisam ser processadas para que o meio ambiente e a saúde dos moradores não sejam afetados. Entenda-se por resíduos sólidos todos os bens ou objetos descartados que vão parar nas lixeiras de residências ou empresas.

Das lixeiras, ele é recolhido por caminhões contratados pela Prefeitura de Ji-Paraná. Aqui começa o processo que deu a Ji-Paraná lugar de destaque entre os municípios que melhor processam resíduos sólidos, promovem preservação ambiental, inclusão social e geram renda para os participantes.

Criada em 2012, a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Ji-Paraná, a Coocamarji, se tornou um elo importante no processo de tratamento de resíduos, principalmente, por tornar “catadores de lixo” em agentes de transformação ambiental ou cooperados.

O novo conceito também se aplica ao processo atual de tratamento de resíduos. A iniciativa tornou parte sociedade ji-paranaense mais consciente e participativa (mesmo com falhas individuais) em relação ao uso racional dos recursos naturais e seu reaproveitamento.

Não faz muito tempo, os resíduos seguiam para uma “lixeira a céu aberto”, onde os materiais com algum valor econômico eram recolhidos para a reciclagem e o restante enterrado, causando danos irreparáveis ao meio ambiente. Esse cenário mudou com a implantação, pela iniciativa privada, do aterro sanitário, em junho de 2020.

Tornado obrigatório para os municípios brasileiros, em 2010, desde a publicação da lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o aterro sanitário reduz ao mínimo as consequências adversas que os resíduos são capazes de provocar quando não gerenciados adequadamente.

Ele é menos nocivo ao meio ambiente por ser pensado e construído para evitar a contaminação do solo, da água e ar. Dessa forma, os subprodutos do lixo, como chorume e gases tóxicos (como o metano), são retidos e não entram em contato com a natureza.

A Prefeitura de Ji-Paraná paga, por meio de um sistema de pesagem, para depositar o lixo ou o resíduo sólido no aterro sanitário. Nesta etapa, houve a principal mudança. Nela, tudo que for recolhido pelos caminhões de coleta é enviado, primeiro, para a triagem da Coocamarji.

A iniciativa aumenta a produtividade da cooperativa e reduz a quantidade de resíduos enviada ao aterro sanitário. A Coocamarji ainda atua na implantação da coleta seletiva, que vem obtendo boa adesão e ampliando o conceito de participação coletiva. É nesse processo que os materiais são previamente selecionados em residências e empresas.

A partir do fornecimento de embalagens plásticas, parte dos moradores seleciona os materiais (alumínio, papel, plástico) que podem ser reciclados. No intervalo de uma semana ou 15 dias, os cooperados retornam para o recolhimento. A meta da cooperativa é estender a prática a todos os bairros da cidade.

Outra forma de expandir o conceito de sustentabilidade é evitar jogar papéis, plásticos na rua. Com o apoio de parceiros, a Coocamarji instalou 11 ecopontos pela cidade para a entrega voluntária de materiais. Neles, há compartimentos para coleta de vidros, papéis, metais, plásticos, eletrodomésticos, pilhas, baterias e óleo de cozinha. Mesmo com todas as vantagens dos ecopontos, parte deles é depredada pela população.

Outra iniciativa com bons resultados é o recolhimento de pneus usados em tratores, caminhões, automóveis, motocicletas e até bicicletas.

Eles são levados em um ponto de coleta mantido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) e de lá são transportados para São Paulo (SP), para que seja aplicada logística reversa, que consiste no ato de devolver o objeto para o local onde foi comprado ou fabricado.

Antes motivo para preocupação, as embalagens vazias de agrotóxicos (ou defensivos agrícolas) e suas respectivas tampas são entregues em uma unidade de recebimento (no Distrito Industrial), mantida pela Associação dos Revendedores de Produtos Agropecuários de Ji-Paraná.

A cada 40 dias, até 2 mil quilos de plástico ou papelão usados para embalar os recipientes são enviados para o estado de São Paulo. Lá, esse material é processado e retorna em forma de novas embalagens, diminuindo os riscos à saúde da população, principalmente de produtores rurais.


Fonte: Jairo Ardull


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