Jornal Correio Popular


ELEIÇÕES 2022
Vinicius Miguel fala sobre suas trajetórias e seus projetos políticos

Data da notícia: 2022-09-21 18:30:58
Foto: Assessoria/Divulgação
O candidato a deputado federal, Vinicius Miguel, destaca sobre sua atuação na área da educação

Vinicius Valentin Raduan Miguel é candidato ao cargo de deputado federal de Rondônia nas Eleições 2022 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) . Seu número na urna é o 4004. Possui graduação em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e Letras de Rondônia (2007), graduação (Bacharelado e Licenciatura Plena) em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Rondônia (2008) e mestrado em Direitos Humanos e Política Internacional pela Universidade de Glasgow (2009). Doutor em Ciência Política pela UFRGS (2018).

Habilitado para o exercício da advocacia (OAB/RO 4150) desde 2008. Foi professor efetivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (entre agosto de 2010 e setembro de 2011). Foi professor substituto no Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Rondônia (2011.2 - 2012.2) e professor de Direitos Humanos, no Departamento de Ciências Jurídicas da Faculdade Católica de Rondônia por igual período. Atualmente, professor no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Rondônia.

O candidato falou sobre sua trajetória pessoal e suas pretensões políticas, dando continuidade a rodada de entrevistas que o Jornal Correio Popular está realizando com os candidatos a deputado federal, governador e senador de Rondônia. Confira a entrevista!


CP – Candidato, o senhor é conhecido na Capital. Como tem sido sua receptividade no interior?

Vinicius Miguel – Eu gosto de lembrar que eu também sou muito conhecido nas redes sociais, inclusive lembro que já morei aqui em Ji-Paraná até os 10 anos de idade e quando eu fui candidato a governador, em 2018, eu tive 40 mil votos no interior. Aqui em Ji-Paraná particularmente, foram seis mil votos. Aproximadamente, o que correspondia na época, a 10% dos votos válidos. Então assim eu fui bem votado em todos os municípios e desde então, até pela caminhada como professor na Universidade Federal, sempre circulei pelos locais em que temos campos pelo fato de ter sido também docente do Instituto Federal sempre participei de alguma atividade aqui e acolá. A recepção enquanto candidato a deputado federal tem sido muito boa, mas existem as dificuldades óbvias de não dispor, por exemplo, de tempo de televisão, de não participar de debates e de entrevistas.

CP - O senhor disputou outros cargos, não é? Mas recentemente, deixou de concorrer ao cargo de governo para disputar uma das oito vagas na Câmara Federal, por quê?

Vinicius Miguel – Essa foi uma reconfiguração interna ao partido que eu faço parte do PSB, mas também foi toda uma remodelagem da nossa frente. Colocando Daniel Pereira para ser o candidato ao governador. Essa decisão foi uma avaliação da executiva nacional do partido de que a gente precisava fortalecer a nominata de deputado federal e deputado estadual e privilegiar o debate de cargos no legislativo e não priorizar o executivo é particularmente, é só depois do dia 2 de outubro que a gente vai saber se foi uma decisão correta, acertada. É uma decisão que, de algum modo, eu costumo dizer que eu sou uma pessoa muito disciplinada e com muito apego as hierarquias, e então eu respeito a decisão do executivo nacional, respeito a deliberação do nosso grupo. Particularmente no meu íntimo, eu estava muito preparado e muito confortável em disputar o governo do Estado. Foi essa decisão, então foi o mais viável, certo?

CP - Rondônia tem a taxa de escolaridade líquida de 16,8, um pouco abaixo da média nacional (18,1%), como o poder público pode intervir para aumentar os níveis da educação em Rondônia?

Vinicius Miguel - Eu acho que a primeira coisa é a gente passar a reconhecer as professoras, os professores, os servidores da educação como parte fundamental do nosso desenvolvimento. É lamentável que hoje, por exemplo, a primeira coisa que precisamos falar é da remuneração dos professores. Sempre foi o motivo, inclusive de piada com, como fazia lá o Chico Anysio na Escolinha do Professor Raimundo, se referindo ao salário do professor. É um absurdo que, passados 30 anos, quase 40 anos, já está na Constituição federal e nada foi resolvido. Eu acho que esse é o primeiro ponto: magistério, as carreiras do ensino e da educação precisam ser reconhecidas e valorizadas. Acho que nosso desenvolvimento social, econômico e sustentável, inclusive, como uma sustentabilidade de identidade, de cultura da nossa sociedade brasileira, depende da educação.

CP - Se for eleito, qual seria a primeira coisa que faria?

Vinicius Miguel - Essa é uma pergunta que sempre me causa incômodo, porque eu sempre lembro que temos um déficit tão grande. No nosso país tudo é crítico, tudo é uma crise. Dentro da crise. Há uma crise na saúde. Há uma crise na educação. Há uma crise na segurança pública. Aumento da pobreza, da miséria, da insegurança alimentar no nosso estado, no país. Mas hoje, por ser um profissional da educação, tenho que defender a categoria. Por uma questão de representatividade. A gente precisa da retomada de investimentos na nossa educação, então todo o meu mandato, eu espero construí-lo de forma colaborativa, participativa, horizontal. Mas a educação vai ser o meu tema prioritário e os seus congêneres na ciência, tecnologia e inovação. A expansão de vagas no ensino superior.

Bom, eu queria começar agradecendo a esses 10% da população de Ji-Paraná que acredita no meu trabalho. Relembrar que sigo mesmo em termos de um critério ético, de integridade e que, no entanto, agora passado quatro anos, eu estou mais experiente, habilitado e preparado para representar sua família, sua comunidade. E mesmo na Câmara dos Deputados, então, quem estiver nos lendo, saiba que terá um representante preparado, qualificado, honesto e com disposição de trabalhar pelo nosso estado, pelo nosso Brasil.

Fonte: Josias Britto

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