Jornal Correio Popular


CASO DE POLÍCIA
Tentativas de manipulação na Copinha acendem alerta

Data da notícia: 2023-01-24 18:39:50
Foto: Assessoria/Divulgação
Evan Guilherme, goleiro do Real Ariquemes, foi procurado por um suposto apostador para ceder escanteios contra o Tanabi

A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) avança nas investigações buscando identificar uma suposta quadrilha que alicia jogadores na tentativa de manipular e alterar o resultado das partidas, em um esquema que envolve apostas em dinheiro em sites esportivos especializados em jogos de azar.

Dois casos chamaram atenção dos policiais e também da Federação Paulista de Futebol (FPF), que organiza a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em dois jogos, ambos válidos pela segunda rodada da primeira fase do torneio, um suposto apostador entrou em contato com dois jogadores, um do Zumbi, de Alagoas, e outro do Real Ariquemes, de Rondônia, com a mesma proposta: R$ 3 mil para que eles ajudassem em um determinado número de escanteios nos respectivos jogos.

O Zumbi de Alagoas enfrentou e venceu a Ferroviária, enquanto o Real Ariquemes perdeu para o Tanabi. Nos dois casos, as propostas do apostador foram denunciadas pelos jogadores, que registraram boletins de ocorrência e comunicaram também a Federação Paulista.

O caso mais recente foi o do goleiro Evan Guilherme, de 20 anos, que disputou pela segunda vez a Copinha. Procurado por meio de uma rede social pelo suposto apostador, o jogador recebeu a proposta de R$ 3 mil para ceder determinado número de escanteios.

“Ele não pediu para tomar gols, ele até usa um pouco da lábia dele. Ele fala que eu não ia me prejudicar. Que eu não ia me prejudicar por não levar gols, mas a proposta era para jogar o máximo de bolas para escanteio, de propósito, no caso, e em troca ele me daria uma quantia em dinheiro. Seria o valor de 3 mil reais”, disse o goleiro do Real.

A Polícia Civil de São Paulo identificou o apostador que fez as propostas para os dois jogadores. Morador do interior de São Paulo, o correspondente bancário Diego Rodrigues, por intermédio dos advogados, disse que deve se apresentar para prestar esclarecimentos nos próximos dias. Os sigilos bancário e telefônico devem ser quebrados em breve pela Justiça, ajudando a esclarecer se foram feitas outras tentativas de aliciamento ou pagamento a outros atletas envolvidos em jogos da atual edição da Copinha. As investigações estão sendo lideradas pelo delegado Cesar Saad.

Fonte: Emilio Botta e Felipe Brisolla - GE

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