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POLÍTICA
Regularização de imóveis na fronteira vai à sanção

Data da notícia: 2025-12-23 09:21:44
Foto: Andressa Anholete/Agência Senadoa/Divulgação
Senador Jaime Bagattoli foi o relator do projeto na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária

O prazo para a ratificação de registro imobiliário de imóveis rurais em faixas de fronteira deve ser reaberto por mais 15 anos. O projeto de lei que prevê isso (PL 4.497/2024) foi aprovado pelo Congresso Nacional, em 9 de dezembro, e aguarda a sanção da Presidência da República.

O prazo original estabelecido pela atual legislação (Lei 13.178, de 2015) vai até 2030. O novo texto concede 15 anos contados a partir da publicação da futura lei. Mas o prazo poderá ser suspenso enquanto o processo de registro tramitar no cartório ou no Congresso e enquanto houver proibição jurídica específica ou incapacidade civil do interessado por perda da lucidez.

O projeto também prevê procedimentos, por parte do Congresso, para a ratificação de imóveis com mais de 2,5 mil hectares, inclusive tacitamente [silenciosamente] se, em dois anos, o Parlamento não se pronunciar.

O autor do projeto é o deputado federal Tião Medeiros (PP-PR). A matéria foi aprovada na Câmara em junho deste ano, sendo em seguida enviada ao Senado.

No Senado, o texto foi analisado em dois colegiados: na Comissão de Relações Exteriores (CRE), onde a relatora da matéria foi a senadora Tereza Cristina (PP-MS), e na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), onde o relator foi o senador Jaime Bagattoli (PL-RO). Em ambas as comissões, os relatores apresentaram, no mês de outubro, pareceres favoráveis à iniciativa.

No início de novembro, a proposta foi aprovada pelo Plenário do Senado. Durante a votação, Tereza Cristina disse que o projeto representa “um avanço significativo” na ratificação de registros imobiliários de imóveis situados na faixa de fronteira. “Esse é um problema que se arrasta há quase um século sem solução. O texto substitui exigências desnecessárias e impraticáveis “, afirmou ela.

O projeto cria regras para facilitar o registro de terras públicas localizadas em faixas de fronteira que tenham sido vendidas ou concedidas. Ele altera duas leis: a de registros públicos e a que trata da regularização fundiária na faixa de fronteira. O objetivo é tornar mais claro e seguro o processo de registro desses imóveis.

Como a proposta foi modificada no Senado, a matéria teve de retornar à Câmara para nova análise. Na última terça-feira (9), os deputados federais aprovaram o texto com os ajustes feitos pelos senadores.

Fonte: Agência Senado




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