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PEDÁGIOS
Ale-RO classifica como ‘injusta’ cobrança de pedágio na rodovia BR-364

Data da notícia: 2026-01-24 05:32:20
Foto: Assessoria/Divulgação
Deputados propuseram audiência pública, com representantes do DNIT e bancada federal, para discutir o modelo de cobrança

(Da Redação) O início da cobrança do pedágio da Nova-364, em 12 de janeiro, foi criticada pela Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero). Na sessão extraordinária, em 20 de janeiro, deputados estaduais relataram reclamações da população, apontaram possíveis distorções na implantação do modelo e defenderam a revisão de valores e a redistribuição das praças de cobrança. Uma audiência pública para tratar do tema foi agendada para 2 de março.

O assunto repercutiu após os parlamentares classificarem a concessão como “às avessas”, com cobrança iniciada antes da entrega de melhorias prometidas. A discussão foi impulsionada pelo pronunciamento do deputado Pedro Fernandes (PTB), que apresentou o impacto na rotina de moradores do interior, com destaque para motoristas que precisa trafegar diariamente por trechos curtos em busca de serviços essenciais, como saúde e educação.

Segundo o parlamentar, embora a concessão seja necessária para modernização e segurança viária, a forma como foi implantada penaliza de forma desproporcional comunidades inteiras. “Isso não significa que podemos cobrar um valor injusto à população, principalmente quem mora ou acessa à BR-364”, afirmou.

Os deputados sugeriram a criação de tarifas diferenciadas ou até mesmo isenções para moradores de municípios diretamente afetados, a fim de amenizar o impacto financeiro sobre essas populações.

O deputado Alan Queiroz (Podemos) afirmou que a Alero deve aprofundar o debate com a participação de órgãos federais e representantes políticos. Ele anunciou que protocolou requerimento para realizar audiência pública, em 2 de março de 2026, às 14h30, com a presença de representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e de deputados federais, com o objetivo de reunir autoridades, setores produtivos e sociedade civil para discutir os impactos do modelo adotado e buscar alternativas para reduzir prejuízos à população.

O presidente da Alero, deputado Alex Redano (Republicanos), também se manifestou e reforçou o tom crítico. Na avaliação dele, a concessão foi estruturada de forma invertida, gerando revolta popular por iniciar a cobrança antes de entregar obras e serviços que justificassem os valores. Com informações do site Rondônia Dinâmica.

Fonte: Assessoria/Divulgação




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