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Hildon discute cadeia produtiva do leite na Fiero

Data da notícia: 2026-08-28 10:51:52
Foto: Assessoria de Campanha/Divulgação
O encontro reuniu representantes da indústria leiteira, sindicalistas, criadores de gado e produtores rurais

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao governo de Rondônia pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, participou de encontro na Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), para debater os desafios e apresentar propostas para a cadeia produtiva do leite e derivados. O candidato a vice-governador, Cirone Deiró, participou da reunião por videoconferência.

O diálogo setorial, realizado, na quarta-feira (26), com o candidato ao governo foi conduzido pelo superintendente da Fiero, Gilberto Baptista, e contou com a participação de diretores do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindileite), Associação dos Criadores de Girolando (ACGR) e Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetagro). Os representantes da indústria leiteira, criadores de gado e produtores rurais apresentaram reivindicações do setor.

Uma das principais questões envolvem os efeitos da Lei Estadual nº 1473/05, que altera a cobrança do ICMS e estimula a importação dos mais diversos produtos, que inclui leite e derivados. No papel, Rondônia se transformou no maior importador de produtos lácteos do país, mas a realidade, na prática, é outra, uma vez que empresas redirecionam a importação para os maiores centros consumidores do país.

“Isso é ilegal? Não, não é ilegal, mas tem coisas que são imorais. E uma dessas coisas são as infames importações que nós fazemos do leite da Argentina, que, inclusive, já foi comprovado a prática de dumping, não levando em consideração as nossas leis, mesmo assim o governo do estado continua irredutível”, alertou Hildon Chaves. “Vamos modificar a legislação atual, de modo a fazer justiça aos nossos produtores”.

Dados oficiais do governo apontam que a arrecadação de ICMS pelo setor leiteiro está na casa dos R$ 180 milhões por ano. Mas um estudo da Fiero mostra que, se o estado voltasse a produzir nos moldes de quinze anos atrás, a arrecadação do setor chegaria a R$ 1,2 bilhão por ano. “Significa que Rondônia está jogando fora, por ano, um bilhão de reais de arrecadação do ICMS, dinheiro que poderia gerar milhares de empregos e movimentar a economia dos municípios, por culpa da má gestão do governo”, denunciou Chaves.

O setor produtivo também questiona as mudanças na gestão do Fundo Pró-Leite, determinadas no ano passado a partir de um decreto governamental, que retirou os mais de R$ 45 milhões do fundo para cobrir o pagamento da folha salarial da Emater.

Rondônia reúne 23 mil famílias de produtores de leite, o equivalente a cem mil pessoas que dependem diretamente da atividade e são responsáveis pela produção de 1,5 milhão de litros por dia, segundo dados oficiais da agência Idaron. Em 2012, Rondônia produzia 4 milhões de litros por dia.


Fonte: Com informações da Assessoria de Campanha.




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